O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira o reajuste do Bolsa Família, em cerca de 15%, a pouco mais de duas semanas das eleições. O valor mínimo do programa sai de R$ 600 para R$ 691. Já o benefício médio subirá dos atuais R$ 675 para R$ 777, informou o governo.
Reajustes nas faixas do programa
O valor mínimo que cada integrante da família receberá subirá de R$ 142 para R$ 164. A soma dos valore recebidos precisa dar, no mínimo, R$ 691.
Além do piso R$ 691, há benefícios adicionais cumulativos. Os valores também foram atualizados.
- Por criança de até 6 anos: de R$ 150 para R$ 173
- Gestante: de R$ 50 para R$ 58
- Jovem entre 7 e 18 anos incompletos: de R$ 50 para R$ 58
- Por bebê de até 6 meses: de R$ 50 para R$ 58
Impacto fiscal
O impacto é de R$ 5,8 bilhões neste ano e de R$ 22 bilhões em 2027, segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti. Ele afirmou que o reajuste faz uma recomposição da inflação do início do governo Lula em 2023, até o mês atual.
– Do ponto de vista fiscal, importante que a gente lembre que isso está sendo feito dentro das regras – disse Moretti. – Isso corresponde exatamente ao que a lei nos autoriza a fazer, que é recomposição do poder de compra das famílias. Isso é instrumento fundamental pra que a gente siga tendo resultados na redução da taxa de pobreza.
Como será pago?
- Bruno Moretti explicou que o governo vai remanejar despesas no Orçamento este ano e no próximo para pagar o reajuste.
- O ministro não disse, porém, quais áreas serão afetadas.
- Segundo ele, não haverá aumento nos limites de gastos previstos no arcabouço fiscal.
Um dos espaços fiscais citados pelo ministro é a redução da fila do INSS, que reduz custos do governo.
– Melhor opção pra consumir parcela desse espaço fiscal foi garantir o reajuste para garantir poder de compra as famílias.
Programa custará R$ 179 bi em 2027
Desde agosto de 2022, quando Jair Bolsonaro tentava a reeleição, o benefício de renda mínima é de R$ 600. Quando Lula voltou ao poder, fez ajustes no programa, que voltou a se chamar Bolsa Família, e manteve o piso em R$ 600.
O programa, contudo, tem benefícios extras para famílias com crianças pequenas e grávidas, por exemplo. O que altera o valor recebido por cada beneficiário.
Atualmente, o programa atende 19,29 milhões de famílias no Brasil, segundo os dados de setembro. Neste mês, o benefício médio será de R$ 678,18
A proposta orçamentária do governo, encaminhada ao Congresso em agosto, reservava R$ 157,1 bilhões para o programa e não previa aumento no programa. Com o reajuste, esse valor subirá para R$ 179 bilhões.
