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Ex-jogador Edilson não paga pensão desde janeiro; débito já chega a R$ 450 mil


O ex-jogador de futebol Edílson, que está preso desde terça-feira (15), por não pagar pensão alimentícia, deve cerca de R$ 450 mil em pensões desde 2013 quando foi acionado na Justiça pela mãe do seu filho, em Brasília. O advogado de Edílson, Eduardo Lima, afirmou que ele está sem pagar a pensão desde janeiro no valor mensal de R$ 8,8 mil. “Só deste ano, desde janeiro, em valores corrigidos, o débito é de R$ 70 mil. Mas o montante é maior de aproximadamente R$450 mil desde o início do processo, em 2013”, explicou o advogado. 
O Capetinha, como é conhecido o jogador, segundo o advogado, não tem recursos para pagar os atrasados e nem mesmo a fiança estipulada pela Justiça - cerca de R$ 20 mil - para que ele deixe a prisão. “A família dele ainda está tentando ver se consegue levantar esses recursos”, explicou o advogado. Edilson segue preso na sede da Polinter (Polícia do Interior) , nos Barris. 
Esse não é o único problema financeiro de Edilson. Capetinha teve bens bloqueados a pedido do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em função de dívidas trabalhistas. O valor é estimado entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões, segundo o Tribunal Regional do Trabalho (TRT). 
O diretor da Coordenadoria de Execução do Tribunal, Rogério Fagundes, explicou que a penhora foi de alguns imóveis para garantir o pagamento de ações judiciais. “Há entre 20 e 30 processos que ele está envolvido, relacionados a dívidas trabalhistas de grupos de pagode e casas de show que ele já teve. Esses bens foram bloqueados por garantia processual. Identificou-se que ele passava bens para outros familiares para evitar a penhora”, explica Rogério que na noite de terça-feira (15) fez a notificação do ex-jogador sobre o processo na carceragem da Polinter, no Complexo dos Barris, em Salvador.
Os processos, segundo o TRT, estão em andamento desde 2011. “Ele foi notificado para comparecer à audiência no dia 14 de setembro que tratará sobre esses casos. É uma oportunidade que ele terá de se defender e apresentar seus argumentos. Há outros sócios envolvidos e isso precisa ser esclarecido”, destaca Fagundes. Não há nenhum advogado representando o ex-atleta nesse caso trabalhista. 
Operação
Em 2016, Capetinha foi preso, em Brasília, por conta de uma dívida de pensão alimentícia que chegava a R$ 430 mil. Em 2014, o ex-jogador também foi preso em cumprimento de dois mandados expedidos pela Justiça do Distrito Federal. Na época, a prisão foi feita enquanto Edilson passava pela Avenida Garibaldi, em Salvador, e levado também para a sede da Polinter.

O ex-jogador também foi alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga fraudes em pagamentos de prêmios das loterias da Caixa Econômica Federal. Ele chegou a ser conduzido coercitivamente, mas não ficou preso. Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos na casa dele.
Segundo a PF, Capetinha era suspeito de utilizar sua conta bancária para movimentar valores referentes a um esquema que, segundo estimativa dos investigadores, teria desviado aproximadamente R$ 60 milhões em pouco mais de um ano.

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