O Ministério Público de São Paulo investiga o caso de Júlia Bossoni, jovem de 28 anos que sofreu uma hemorragia intracraniana depois de andar na montanha-russa Montezum, no Hopi Hari, em Vinhedo, no interior paulista. Cinco meses após o episódio, ela ainda enfrenta dificuldades para falar e tenta recuperar os movimentos do lado esquerdo do corpo. O caso foi denunciado pelo Fantástico, da TV Globo.
Júlia visitou o parque em abril ao lado de João Pedro Bossoni. O casal saiu de Londrina, no Paraná, e chegou cedo ao Hopi Hari. Pela manhã, os dois andaram na Montezum sem problemas. Uma promoção, porém, deu a eles um passe VIP para retornar à atração no fim da tarde.
“Ela já estava inconsciente, já estava convulsionando e nesse momento você fica desesperado, não sabe o que fazer”, contou João Pedro à emissora de TV.
Jovem foi parar na UTI
Seis minutos depois, a jovem foi retirada em uma maca. Ela recebeu os primeiros atendimentos no parque e foi encaminhada à Santa Casa de Vinhedo, a aproximadamente 15 quilômetros do local. A gravidade do quadro levou Júlia diretamente à Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Os exames identificaram uma hemorragia intracraniana e um grande edema cerebral. Para aliviar a pressão provocada pelo inchaço, os médicos realizaram uma craniectomia descompressiva, cirurgia na qual parte da calota craniana é retirada.
Júlia permaneceu internada por 57 dias e recebeu o diagnóstico de traumatismo cranioencefálico. Segundo o laudo médico, o trauma foi provocado por um mecanismo de contragolpe durante o passeio na montanha-russa.
“Apenas um movimento brusco de aceleração e desaceleração e rotação do crânio pode fazer a ruptura de vasos sanguíneos cerebrais, causando uma hemorragia intracraniana e levando a um edema cerebral, que foi o caso da Júlia em especial”, explicou o neurocirurgião Victor Batistela.
A família afirma que ela não tinha doenças preexistentes. Desde o episódio, Júlia passou por sete cirurgias. A mãe e João Pedro se revezam nos cuidados durante a reabilitação, que inclui fisioterapia, terapia ocupacional e acompanhamento fonoaudiológico.
“Ela perdeu o movimento do lado esquerdo completamente. O braço e a perna, ela não movimenta. Ela tem dificuldade de fala, memórias turvas”, relatou João Pedro.
