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Polícia desarticula quadrilha que aplicava golpes financeiros

Grupo era investigado desde dezembro de 2016 e causou prejuízo de R$ 5 milhões - Foto: Margarida Neide l Ag. A TARDE
Grupo era investigado desde dezembro de 2016 e causou prejuízo de R$ 5 milhões
Margarida Neide l Ag. A TARDE
Uma quadrilha especializada em aplicar golpes em instituições financeiras por meio de empréstimos consignados a funcionários públicos federais,estaduais e municipais foi desarticulada na manhã desta terça-feira, 20, por investigadores do Departamento de Crimes contra o Patrimônio (DCCP), durante a Operação Kickback.
O grupo era investigado desde dezembro de 2016 e causou um prejuízo de cerca de R$ 5 milhões em diversos bancos privados, segundo o delegado Élvio Brandão, diretor do DCCP. Bancos federais também podem ter sido prejudicados na fraude.
De acordo com o delegado, os suspeitos aliciavam os funcionários públicos para participarem do esquema e, em troca, ofereciam empréstimos acima da margem consignável.
Para isso, eles alteravam os status dos funcionários de Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) ou de prestadores de serviços para funcionários efetivos e falsificavam os contracheques, modificando o valor do salário, para facilitar a aprovação de empréstimo.
“Um funcionário Reda tem um contrato de até 24 meses. Então, eles [golpistas] pegam o empréstimo em 48 meses e, quando o contrato acaba, o valor para de ser repassado e os bancos ficam no prejuízo. Funcionários efetivos também participaram da fraude”, afirmou o delegado.
Segundo ele, mais de 500 funcionários públicos federais, estaduais e municipais foram identificados por participar do esquema.
Mandados
Durante a operação, os policiais cumpriram oito mandados de prisão preventiva e prenderam os empresários Genivaldo Santos Monteiro, 44 anos, e Adailton de Jesus Silva, 40, além dos corretores de empréstimo Ademilson de Assis Costa, 37, Agnaldo Floriano dos Santos, 64, André Luiz Silva Figueiredo, 42, Felipe Vila Verde Silva, 26, José Jorge Ferreira Ramos, 55, e Roselene da Cruz Silva, 51.
Genivaldo é dono da empresa GSM Promotora de Crédito, e Adailton, pessoa física. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Jauá, além de São Caetano, Praia Grande, Plataforma, Matatu e Trobogy.

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