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Assembleia tem ato a favor da vaquejada


A polêmica em torno das vaquejadas, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou lei que regulamentava a prática no Ceará, criando jurisprudência no país, chegou à Assembleia Legislativa da Bahia. Nesta segunda-feira, 7, vaqueiros e representantes da classe discutiram alternativas que permitam a prática dos esportes a cavalo na Bahia.
O presidente da Associação Baiana de Vaquejada, Valmir Velozo, rebateu as denúncias de ativistas contra as atividades realizadas na vaquejada, que colocam na pauta maus-tratos aos animais.
“Estão brigando em cima de maus-tratos, mas temos condições de provar que a atual vaquejada não provoca riscos aos animais. Não nos dão direito de provar isso, são radicais e se prendem a detalhes que não condizem com o que ocorre de fato”, disse Velozo da tribuna.
Ele acredita que legalizando a vaquejada será possível fiscalizar e controlar o que ocorre nas competições. “Quando acontece uma vaquejada, ficamos sabendo, então temos como verificar se está na norma da regulamentação legal. Se não estiver, seremos os primeiros a não reconhecê-la como representante”, declarou.
Defensor das vaquejadas, o deputado Eduardo Salles (PP) ressaltou que a sessão desta segunda e uma mobilização no último domingo tiveram como foco sensibilizar a população urbana, em convivência harmônica junto à população rural.
Impacto
“Esta prática tem tradições, culturas e gera milhares de empregos. E não só a vaquejada, estamos falando de outros esportes que estão sendo ameaçados. Temos a argolinha, corrida de cavalo, cavalgadas, rodeios. São vários esportes equestres que estão sendo ameaçados pelo STF, isso nos causou uma instabilidade jurídica muito grande”, disse Salles.
O parlamentar é autor de uma lei, já sancionada pelo governador Rui Costa, que regulamenta as vaquejadas e cavalgadas na Bahia como prática esportiva e cultural.

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