A Bahia registrou 38 prisões de eleitores por crimes eleitorais durante o primeiro turno das Eleições 2026, neste domingo, 4. O balanço do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) também aponta que 133 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas em todo o estado até as 17h, sendo três em Salvador.
As prisões foram relacionadas a casos de boca de urna, divulgação de propaganda irregular e corrupção eleitoral. Durante coletiva após o encerramento da votação, o presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, comentou as ocorrências.
“A maior parte das prisões é por propaganda irregular, boca de urna ou casos de compra de votos, que são as mais comuns. Mas todas essas estão sendo processadas uma a uma. Todas vão seguir os trâmites da Justiça”, afirmou.
Nos crimes considerados de menor potencial ofensivo, é lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), e a pessoa é liberada sem passar por audiência de custódia.
Filas e urnas substituídas
O presidente do TRE-BA também comentou os relatos de longas filas em alguns locais de votação. Segundo ele, não foram identificadas falhas no planejamento e cada urna atendeu, em média, cerca de 400 eleitores.
Szporer atribuiu parte da demora às características desta eleição, na qual os eleitores precisaram registrar seis votos, além de intercorrências pontuais com equipamentos.
“Essa eleição só acontece de oito em oito anos. Ela é uma eleição esperadamente mais demorada. [...] De mais de 37 mil urnas, 133 foram substituídas, é um número percentualmente pequeno para o esperado. Mas certamente nesses lugares a eleição demorou muito para começar, portanto, vai ter queixa de filas maiores”, explicou.
Sobre o processo de votação, o desembargador ressaltou que cada escolha precisava ser confirmada individualmente. “Os seis votos precisavam ser confirmados um a um, as seis vezes. Faz parte de toda a transparência da urna. Se não confirmar, você não encerra aquele processo de votação de cada voto”, afirmou.
