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No 8 de Março, deputado Bobô indica medalha para homenagear mulheres

Depois de apresentar projeto para instituição do Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, o deputado estadual Bobô (PCdoB) encaminhou, à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, Indicação ao governador Rui Costa, para que determine a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM-BA), instituir a Medalha Bahia Mulher que faz a Diferença, com um nome de uma ativista reconhecida.

“Nosso objetivo é homenagear simbolicamente mulheres que atuam no combate à violência de gênero na Bahia, como o crime de feminicídio, além de violências físicas e psicológicas. Sugerimos para a apreciação e definição da SPM-BA os nomes de Sabrina Bittencourt, Loreta Valadares e Luisa Mahin, pelo legado que as três deixaram na luta do nosso povo e das mulheres. Mas, que a Secretaria possa avaliar outros nomes que considerar pertinentes”, explica o parlamentar.

Na justificativa, Bobô afirma que será um ato significativo do governo baiano, contribuindo para fortalecer esse relevante trabalho em nossa sociedade. O documento elenca pontos importantes dos três nomes sugeridos. 

A ativista Sabrina Bittencourt teve papel importante em organizar e levar para a Justiça várias denúncias que ajudaram a condenar o médium João de Deus; criou o movimento Combate ao Abuso no Meio Espiritual (Coame) e fazia parte da ONG Vitimas Unidas. Loreta Valadares  participou da luta contra a ditadura militar; professora Universidade Federal da Bahia; dirigente do Partido Comunista do Brasil; escreveu importantes textos sobre sobre o feminismo e empresta seu nome ao Centro de Referência Loreta Valadares, em Salvador-BA. Luisa Mahin é uma personagem importante da nossa história, especialmente por sua ação na Revolta dos Malês, na luta contra a escravidão, participando da Revolta dos Malês em 1835 e da Sabinada em 1837.

TRISTES NÚMEROS

“A medalha é para manter viva a luta de Sabrina, Loreta, Luisa e de milhões de mulheres, especialmente baianas, vítimas do machismo, do feminicídio e de qualquer forma de violência”, afirma Bobô, que também mostrou alguns dados: ano passado, 92.323 denúncias foram registradas e encaminhadas pelo Ligue 180, representando 25,3% a mais do que em 2017, que registrou 73.669 denúncias. O assassinato de mulheres também cresceu: 63%, passando de 24 assassinatos entre julho e dezembro de 2017, para 39 no mesmo período de 2018. 

Segundo a Organização mundial da Saúde (OMS), esse ano mais de 100 casos de feminicídio foram registrados no Brasil, somente no mês de janeiro, segundo levantamento feito pelo professor Jefferson Nascimento, doutor em Direito Internacional pela USP (Universidade de São Paulo). O Brasil já tem a quinta maior taxa de feminicídios entre 84 nações pesquisadas, mesmo possuindo várias políticas de proteção à mulher, como a Lei Maria da Penha, em vigor desde 2006.

Na Bahia, segundo balanço apresentado, no dia 27 de dezembro de 2018, pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), 70 casos foram registrados, apontando para um crescimento de 6,1% em relação ao ano anterior (2017), quando foram contabilizados 66 crimes desta natureza.

Cláudio Mota – REG 4811 / SRTE-BA
Ascom do deputado (3115-7378 / 99625-4231)

CONTATO: deputado Bobô 99943-8458

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