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Polícia Rodoviária Federal afirma que não há mais bloqueios em rodovias do país

Polícia Rodoviária Federal afirma que não há mais bloqueios em rodovias do país
Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

O governo comemora na reunião da manhã desta quinta-feira (31) do grupo criado para avaliar a paralisação dos caminhoneiros a redução para apenas "nove pontos com pequenas aglomerações de pessoas e veículos localizadas em pontos próximos às rodovias federais", que estão sendo monitorados. A informação consta do boletim das 11h divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PTF), que também disse não registrar bloqueio do fluxo normal de veículos. No balanço da noite desta quarta-feira, 30, o número de "aglomerações" era de 197. Outro ponto considerado muito positivo pelo governo foi o sucesso na liberação do porto de Santos (SP), depois da intervenção das Forças Armadas no local nesta madrugada. Este era um foco de tensão e a ação foi cuidadosamente planejada porque o governo temia confronto no local, pela forte resistência dos trabalhadores do porto e pelo simbolismo desta estratégica área de abastecimento para São Paulo e todo o país. O governo está comemorando também o recuo dos petroleiros, que estão revertendo as mobilizações em todas as refinarias, depois do Tribunal Superior do Trabalho (TST) fixar em R$ 2 milhões por dia a aplicação de multa às instituições que lideram a greve. A paralisação foi convocada pela Federação Única dos Petroleiros, a FUP, que é ligada à Central Única dos Trabalhadores, braço do PT. O maior problema é em Santa Catarina, onde existem seis pontos de paralisações. Há também um no Ceará e dois no Rio Grande do Sul. Este ponto de aglomeração do Ceará, próximo à capital, Fortaleza, é uma área considerada de tensão pelo governo. Além do presidente Michel Temer, nove ministros participam da reunião desta manhã, no Palácio do Planalto: Eliseu Padilha (Casa Civil), Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional), Carlos Marun (Secretaria de Governo), Raul Jungmann (Segurança Pública), Claudenir Brito (ministro substituto da Justiça), Joaquim Silva e Luna (interino da Defesa), Grace Mendonça (Advogada Geral da União), Valter Casimiro (Transporte Portos e Aviação) e Rossieli Soares (Educação).


por Tânia Monteiro | Estadão Conteúdo

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