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EUA atacam Síria com apoio de França e Reino Unido


Surpreendendo a comunidade internacional e elevando a alta temperatura o nível de tensão mundial, pelo risco de um conflito generalizado, os Estados Unidos, com apoio do Reino Unido e França, lançaram, na noite desta sexta-feira, 13, um ataque contra estabelecimentos de armas químicas na Síria.
A ofensiva foi divulgada pelo próprio presidente norte-americano Donald Trump, por volta das 22h de Brasília, e, uma hora depois, pelo alto comando militar norte-americano, em uma entrevista coletiva de imprensa.
Trump e os militares disseram que o objetivo do ataque foi destruir unidades de produção e armazenamento de armas químicas mantidas pelo regime do ditador sírio Bashar al-Assad.
Ele é acusado pelos EUA e aliados de realizar um ataque químico contra a cidade de Duma, no sábado passado, matando e ferindo dezenas de civis, incluindo mulheres e crianças.
Segundo as informações das autoridades norte-americanas, as forças aéreas e marinhas dos três países lançaram os primeiros ataques por volta das 21h de Washington (22h no horário de Brasília), durante mesmo o pronunciamento do presidente americano Donald Trump na Casa Branca.
Os sistemas de defesa da Síria teriam reagido, atingindo 13 mísseis em Al Kiswah, nos subúrbios da capital, Damasco.
“Ordenei às Forças Armadas dos Estados Unidos  lançar ataques precisos em alvos associados com estabelecimentos de armas químicas do ditador sírio Bashar al-Assad”, disse Trump no pronunciamento realizado na Casa Branca. 
Vice-presidente 
Em Lima, no Peru, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, deixou prematuramente nesta sexta a cerimônia de abertura da 8ª Cúpula das Américas e retornou ao hotel, enquanto a imprensa especulava sobre um possível anúncio de Trump relativo à Síria.
Pence, que devia participar da cerimônia de abertura e depois de um banquete, se dirigiu ao hotel pouco depois de chegar ao Grande Teatro Nacional de Lima, enquanto a Casa Branca convocava em Washington os jornalistas para um possível anúncio de Trump.
A crise na Síria foi exatamente o motivo que Trump deu para cancelar a viagem a Lima.
Pence chegou ontem mesmo à capital peruana para representar o presidente americano no evento e se reuniu com opositores venezuelanos e com a ativista cubana Rosa María Payá. 
Múltiplos alvos 
Os ataques aéreos coordenados entre Estados Unidos, França e Grã-Bretanha contra as instalações de produção de armas químicas do presidente sírio, Bashar Al Assad, atingiram alvos múltiplos e usaram diferentes tipos de munição.
Aviões britânicos dispararam mísseis contra um complexo militar sírio na região de Homs, suspeito de abrigar substâncias para a fabricação de armas químicas, informou o ministério da Defesa do Reino Unido. 
Quatro aviões tornado dispararam mísseis Storm Shadow contra "um complexo militar, uma antiga base de mísseis, a cerca de 24 km a oeste de Homs, onde se suspeita que o regime armazene substâncias para fabricar armas químicas".
Bases militares e centros de pesquisa científica em Damasco e seus arredores foram bombardeados, informou uma ONG.
"Foram registrados bombardeios ocidentais contra centros de pesquisa científica, várias bases militares e locais da Guarda Republicana em Damasco e seus arredores", informou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).
General Jim Mattis, secretário da defesa: EUA enviou 'mensagem clara' a Bashar al Asad
'Mensagem clara'
O secretário americano da Defesa, general Jim Mattis, declarou nesta sexta que Washington enviou "uma mensagem clara" ao líder sírio, Bashar al Assad, diante do uso de uma arma química no sábado passado na região de Duma.
"Enviamos uma mensagem clara", disse Mattis sobre os ataques ordenados pelo presidente Donald Trump contra múltiplos alvos na Síria, com o apoio de forças britânicas e francesas.
Mattis afirmou que chegou o momento de a comunidade internacional se unir para acabar com o banho de sangue que se arrasta há vários anos na Síria.
"É o momento de as nações civilizadas se unirem com urgência para acabar com a guerra civil, apoiando o processo de paz liderado pelas Nações Unidas", declarou o general Mattis durante entrevista coletiva no Pentágono.
Ataque 'terminou'
Os ataques ordenados pelo presidente Donald Trump contra a Síria "terminaram" e não há, no momento, previsão de novas ações militares, declarou o general Jim Mattis.
"No momento não planejamos ataques adicionais", disse Mattis, acrescentando que o departamento de Defesa está em consulta permanente com França e Reino Unido, que também participaram as ações militares.
Os ataques realizados nesta sexta se concentraram em alvos selecionados para evitar atingir as forças da Rússia, declarou o chefe do Comando Conjunto dos EUA, general Joe Dunford.
Foram "especificamente identificados os alvos para reduzir o risco de envolver as forças russas" na Síria, revelou Dunford durante entrevista no Pentágono.

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