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Mobilização de prefeitos em Brasília assegura ajuda federal de 2 bi em dezembro

Desde terça-feira (21) mais de 3 mil prefeitos brasileiros estão reunidos em Brasília para participar da mobilização nacional que foi programada para esta quarta-feira, dia 22. A principal reivindicação é a ajuda do Governo Federal para manter o bom funcionamento dos serviços públicos mediante o agravamento da crise financeira nacional.“Não fomos nós, prefeitos e prefeitas, quem criamos essa crise política e financeira. Então não somos nós quem temos que pagar por ela, como estamos pagando”, rebateu o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro, em seu discurso na Câmara Federal.

Após um dia inteiro de mobilização, onde os prefeitos fizeram caminhada e subiram a rampa do Planalto para pedir que o Governo Federal não deixasse o barco afundar, finalmente as reivindicações foram atendidas. Uma das solicitações do movimento que foi atendida na Câmara foi a derrubada do veto da PEC dos precatórios, o que assegura que os municípios poderão ter mais quatro anos para negociar esses títulos que estavam para vencer no final de 2017. Além disso, o pleito mais importante também foi conquistado, sendo determinado pelo presidente Michel Temer que até dezembro seja repassado auxílio financeiro da ordem de R$ 2 bilhões aos municípios brasileiros, o que representa um incremento de 60% no FPM de cada município. “Mais uma vez, a união, o engajamento e a mobilização dos gestores municipais mostraram que essa é a melhor forma de avançar nas pautas que trazem melhorias aos Entes locais”, publicou a Confederação Nacional dos Municípios em suas redes sociais.

O Prefeito de Jaguarari, Everton Rocha foi um dos 401 prefeitos baianos que estava presente na mobilização organizada pela CNM, que foi apoiada pelas associações estaduais e reuniu vereadores, secretários municipais e deputados estaduais. “Todos nós prefeitos estámos preocupados com os desdobramentos das últimas medidas do Governo Federal como, por exemplo, o aumento do salário base do professor sem corrigir o valor do repasse por aluno, fazendo com que essa diferença ficasse mais uma vez por conta do município e desequilibrasse o nosso limite de gasto com pessoal”, comenta Rocha.

Jaguarari é um dos municípios baianos que vem conseguindo minimizar os impactos da crise em suas contas com uma gestão eficiente, mas de acordo com o presidente da UPB, mais de 200 prefeitos baianos não sabem o que vão fazer para pagar o décimo terceiro salário. “Os governos federal e estadual são os primos ricos. Na Bahia, fizemos o nosso dever de casa. Colocamos mais de 2,5 mil pessoas na porta do Governo e mostramos como o governador pode nos ajudar, principalmente pagando os royalties do petróleo”, lembrou. “Viemos aqui dizer que queremos ajuda a União, da Câmara e do Senado Federal. Não sairemos sem resultados positivos em prol dos municípios”, finalizou o presidente da UPB, Eures Ribeiro

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