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Liga da Espanha não aceita pagamento de multa para Neymar deixar o Barça


Representantes do atacante Neymar tentaram sem sucesso, nesta quinta-feira (3), realizar o pagamento da multa rescisória de 222 milhões de euros (R$ 824 milhões) estipulada para o brasileiro deixar o Barcelona. A Liga de clubes da Espanha –entidade que representa as equipes do país e que organiza o Campeonato Espanhol –não aceitou o depósito.
 
"Eles não aceitaram. Estamos tentando entender o motivo ainda", afirmou à Folha Marcos Motta, advogado de Neymar.
 
O pagamento da multa é a única alternativa para Neymar deixar o Barcelona. Na quarta (2), o atacante foi ao clube, avisou que não jogará mais na equipe e que pretende se transferir para o PSG.
 
Os dirigentes da equipe catalã divulgaram após o encontro com o jogador e seu pai uma nota em que informam que exigirão o pagamento da multa de cerca de R$ 824 milhões.
 
"O clube informou-os [Neymar e seu pai] que a cláusula de buy-out do seu contrato, existente desde 1 de julho, totaliza 222 milhões de euros, o que deverá ser depositado na sua totalidade. Além disso, em resposta ao pedido de bônus de extensão do contrato, o clube deixou claro mais uma vez que o montante permanece depositado até que o caso seja resolvido. O jogador [Neymar] permanece sob contrato no FC Barcelona, mas com permissão temporária para não participar de sessões de treinamento", informou o Barcelona em nota, na quarta.
 
Segundo a imprensa da Espanha, a Liga usará a regra do fair play financeiro da Uefa para tentar embargar a transferência do atacante brasileiro.
 
As normas do fair play financeiro da Uefa basicamente colocam um teto nos gastos do clube, para que as finanças de cada agremiação não fiquem insustentáveis.
 
Nenhum clube europeu pode gastar 30 milhões de euros (R$ 111 milhões) a mais que sua receita de 2017-18.
 
A receita do PSG em 2015-2016 foi de € 521 milhões (R$ 1,9 bilhão). Com isso, o clube já conseguiria cobrir os € 222 milhões (R$ 824 milhões) que devem ser gastos para contratar Neymar.
 
Em 2014, o PSG foi punido pela UEFA por ter infringido as regras do fair play financeiro.
 
O clube não conseguiu comprovar que o contrato entre ele e o grupo do Qatar não estava superfaturado. Pelas punições, o clube francês não pode aumentar sua folha salarial, que estava em 240 milhões de euros (R$ 888 milhões). E deveria vender atletas antes de resolver comprar novos.
 
A lista de sanções continuou. Na Copa dos Campeões seguinte ao problema, o time parisiense foi obrigado a inscrever 21 jogadores em vez de 25. Dentro do grupo, oito atletas deveriam ser obrigatoriamente da base.
 
Houve ainda a cobrança de uma multa no valor de 60 milhões de euros (R$ 222 milhões).

Por Folhapress

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