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Cordão que não acaba nunca: profissional puxa-saco pode afetar ambiente de trabalho


Puxa-saco, caxias, fura greve. Seja qual for o apelido, ser bajulador no ambiente de trabalho é uma conduta que não costuma ser vista com bons olhos. Independente das atitudes, no fim das contas a finalidade é sempre a mesma: receber vantagens do bajulado. Porém, existem táticas mais eficientes - e que evitam inimizades - para se alcançar objetivos e ser reconhecido.
Antonio Feitosa (nome fictício), produtor cultural, já conviveu com inúmeros colegas que puxavam o saco de quem estava em um nível hierárquico maior. Atualmente não é diferente. “A pessoa se aproximou muito do chefe, a ponto de chamar pelo apelido e sair junto”, diz.
Segundo Denide Pereira, presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Recursos Humanos - Bahia, essa é uma das atitudes que denunciam o funcionário com perfil caxias. “Ele sempre será o ombro amigo, que torce pro mesmo time e invade a vida pessoal de quem quer conquistar”. No caso do chefe de Antônio, o produtor diz que “ele se aproveita do subordinado para conseguir coisas”.  
Mas há quem goste. Eliana Edington, mestre em Psicologia Organizacional e professora da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, diz que "ele (o chefe, alvo de bajulação) também pode possuir questões como insegurança e narcisismo e precisa ser alimentado de bajulação".
Sem adulação
Assumir o posto de puxa-saco pode afetar o ambiente de trabalho de forma negativa. De acordo com Eliana, esse tipo de funcionário “pode utilizar esse comportamento para se manter na empresa, já que muitas vezes ele não tem as competências requeridas”. Segundo ela, isso prejudica o clima organizacional e os resultados da empresa.
Para alcançar os mesmos objetivos do bajulados - reconhecimento, aumento de salário ou permanência da empresa, por exemplo -, o primeiro passo é autoconfiança. Além disso, Wilson diz que o segredo é mostrar serviço. “Quem força a barra não costuma crescer. A empresa cria vínculos é com quem produz", diz. Eliana também afirma que é importante conhecer a cultura da organização e os valores da empresa. “À medida em que há uma comunicação transparente e franca entre chefia e subordinado, e  que os resultados correspondem às expectativas, a relação de confiança é construída e junto com ela surge  o sentimento de admiração e respeito”.
Como conquistar seu espaço sem ter de bajular o chefe
Seja natural: Puxa-saquismo é exagero de cordialidade. Se forçar a barra, além de receber o título de bajulador, pode criar inimizades. Atue com naturalidade.
Fuja de fofocas: Sempre contar ao chefe quando algum colega está produzindo mal e não ter medo de fazer fofoca pelos corredores é uma cilada. Evite. 
Tenha autoconfiança: É preciso acreditar no próprio trabalho e buscar aprender aquilo que não domina. Fazer as atividades com competência é a melhor forma de conquistar a admiração do chefe.
Cuide da autoestima: Puxar o saco do superior pode ser associado a baixa autoestima do trabalhador e indicar a existência de questões psicológicas que deveriam ser trabalhadas por um profissional, como um psicólogo.
Fique atento: Geralmente, os chefes percebem quem assume o comportamento de bajulador. A pessoa, assim, em vez de ser admirada,  corre o risco de ser manipulada pelo superior.
Evite inimizades: Ser puxa- saco não prejudica só o funcionário, mas também o ambiente de trabalho. As pessoas podem se sentir incomodadas e inimizades surgirem daí.
Cause boa impressão: Chegar em um novo trabalho e já começar a bajulação vai causar má impressão. É preciso conhecer como as coisas funcionam e entender a cultura e os  valores da empresa.
Evite intimidade excessiva: Mudou só pra se aproximar do chefe? É sempre o ombro amigo? Chama ele pelo apelido? Lembre-se, é possível ser cordial sem invadir a vida do outro. Respeite o ambiente de trabalho e divida bem as coisas.

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