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Problemas da Carne Fraca abrem flanco para ataques ao MPF e PF


Os reparos à condução da Operação Carne Fraca criaram o ambiente ideal para políticos e críticos da Lava Jato no Judiciário incitarem uma onda de censuras à atuação de órgãos de investigação, de acordo com a coluna Painel, do jornal Folha. 
 
A dura fala do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (21), foi uma pequena amostra. A coluna afirma que outros nomes de peso no meio jurídico se somarão a ele. No Congresso, surge clima para relativizar o trabalho da polícia e pôr em marcha propostas que impõem limites ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal (PF).
 
Ex-presidente do STF, Nelson Jobim adotou linha semelhante à de Mendes. Em conversas com amigos, criticou o suposto vazamento de dados da Lava Jato de dentro da Procuradoria-Geral da República.
 
Ainda segundo a coluna, um senador do PMDB deu a entender a auxiliares que não vê mais o que pode perder com a aprovação de medidas como a anistia ao caixa dois e o projeto de abuso de autoridade. Segundo ele, todos os citados já estão “politicamente acabados” e agora é hora de lutar para “se manter vivo”.
 
Entusiasta da Lava Jato, o senador Álvaro Dias (PV-PR) reconhece que as implicações da Carne Fraca abriram portas para críticos à atuação da Polícia Federal, de acordo com a publicação. “Facilitou o discurso. É fundamental que a PF venha agora com todas as informações”, avalia.
 

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