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Executivo da Odebrecht pagou propina até em cabaré

Em depoimento à Justiça Eleitoral, Hilberto Mascarenhas, que era o responsável pelo departamento de operações estruturadas da Odebrecht no início de 2015, revelou quais locais eram usados para entrega de propina.
 
No exterior, eram depósitos em contas offshore. No Brasil, entregas de dinheiro vivo, em mochilas com no máximo R$ 500 mil, para não chamar a atenção. Segundo O Antagonista, os locais eram hotéis, bares, restaurantes e até cabarés.
 
“Eles passaram a contratar pessoas para levar. Então você se hospedava num hotel, ele também se hospedava no hotel e de noite ele visitava o quarto do interessado, entregava e ia embora, para poder ter mais segurança se fossem valores maiores. Se fossem valores pequenos, encontravam num bar, em todos os lugares. Você não tem ideia dos mais lugares absurdos se encontra (sic), no cabaré... Ele encontrava a pessoa, o preposto, ia lá e pegava”, disse o executivo da empreiteira.
 
Ele ainda afirmou ao ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que avisou Marcelo Odebrecht algumas vezes sobre o "volume insano" de movimentações financeiras realizadas pela empreiteira. "Vai dar problema um dia ou outro", disse o executivo ao patrão.
 
O depoimento do delator foi no âmbito da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) contra a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, reeleita em 2014.

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