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Bancada do PMDB entrega a Temer manifesto em que repudia Imbassahy no lugar de Geddel

Bancada do PMDB entrega a Temer manifesto em que repudia Imbassahy no lugar de Geddel
Foto: George Gianni / PSDB

A bancada do PMDB na Câmara dos Deputados entregou, nesta quinta-feira (26), ao presidente Michel Temer um manifesto em que rechaça a ida do deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB-BA) para a Secretaria de Governo e pede a manutenção do ministro interino, Carlos Henrique Sobral. Sobral é um dos principais aliados do ex-ministro Geddel Vieira Lima, ex-ministro que deixou o cargo em novembro do ano passado, acossado por denúncias de tráfico de influência para liberação de um empreendimento de luxo em Salvador, o La Vue, no qual possui contrato de compra e venda de um apartamento. O manifesto foi entregue pela bancada do PMDB ainda em dezembro do ano passado, logo após circular a informação de que o atual líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy, deve assumir a pasta no lugar de Geddel. Segundo o Estadão, a previsão é de que o parlamentar tucano assuma o cargo logo após a eleição para presidência da Câmara, marcada para 2 de fevereiro. Até o momento, Imbassahy evita se pronunciar sobre a nomeação. Ainda de acordo com a publicação, PSDB e PMDB travam uma queda de braço em relação aos cargos da pasta. Os tucanos cobram do Palácio do Planalto o direito de indicar toda a estrutura da Secretaria. O PMDB, entretanto, reagiu e quer garantir a permanência de aliados do partido no Ministério. O manifesto que pede a permanência de Sobral foi assinado por "99%" dos 65 deputados do PMDB. Peemedebistas justificam que a permanência do aliado de Geddel no cargo é "essencial" para que a sigla mantenha a influência da bancada sobre a Secretaria de Governo, responsável pela negociação com o Congresso Nacional e pelo cronograma de liberação de emendas parlamentares. Segundo deputados do PMDB, o presidente Michel Temer se comprometeu a manter Sobral na chefia de gabinete. "Agora falar que vai acolher e acolher são duas coisas diferentes", afirmou um peemedebista em reservado.

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