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Bahia perdeu 16,4 mil empregos na indústria em 2016; PIB deverá fechar com baixa de 4,5%

Bahia perdeu 16,4 mil empregos na indústria em 2016; PIB deverá fechar com baixa de 4,5%
Foto: Reprodução / PMC

O mercado industrial baiano perdeu 16,4 mil postos de trabalho em 2016, dos quais cerca de 13,9 mil apenas na construção civil. Conforme a curva de empregos na indústria entre 2009 e 2016, a queda nos postos de trabalho do setor é uma realidade desde 2014, quando foram gerados 431,5 mil empregos ante 439,1 mil no ano anterior. Os dados foram apresentados na manhã desta quarta-feira pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Ricardo Alban, na sede da entidade. Outra queda relevante é a do Produto Interno Bruto (PIB) baiano, que deverá fechar ano com queda de 4,5% em relação 2015. A projeção é superior àquela estimada para o Brasil, que deverá cair 3,4%. Por outro lado, a Bahia deverá registrar crescimento de 1,6% em 2017, superior à do Brasil, projetada para 0,8% a 1,0%. A seca no Oeste do estado – prejudicial à agricultura –, a parada da Braskem para reformulação interna e a extinção do terceiro turno da Ford podem explicar o baixo desempenho. Para Alban, a projeção é “perfeitamente factível” se os fatores climáticos não se repetirem e com a retomada das atividades da Braskem, que possui peso significativo no PIB, e a reinserção do terceiro turno da Ford em função da demanda argentina. “Na hora de fazer combinação desses fatores, é perfeitamente factível”, reforçou. A indústria de transformação da Bahia também tem perdido representatividade, saindo do patamar de 16,9% (2005) para 8,1% (2014), mas não é algo que preocupe o setor. “É normal em qualquer economia do mundo a indústria perder participação relativa, porque cada vez mais a indústria com sua especialização e formação em cadeias produtivas – não só formada por fornecimento de produtos de transformação, mas também por serviços –, é normal que um segmento que seria indústria passe a ser entendido como segmento da prestação de serviços a nível mundial”, explicou Alban. A produção da indústria de transformação baiana deverá cair 5% em 2016, enquanto a brasileira deverá sofrer redução de 6,5%. Por outro lado, ambas deverão registrar crescimento de 1% em 2017. “A médio prazo temos otimismo que nos permite achar que podemos ter desempenho melhor que a média nacional, na perspectiva 2017, uma vez que é normal e esperado que nesse primeiro momento de 2017, onde ainda existem muitas interrogações e pouca confiança, abaixo do que seria necessário, seguramente o que vai acontecer é capacidade ociosa no setor industrial. Daí o investimento em infraestrutura se torna necessário pra movimentar engrenagem dos investimentos”, disse Alban, como uma das perspectivas para a indústria na Bahia. Outros fatores também são vistos no futuro do setor no estado, como a exploração de oportunidades externas, aproveitando o câmbio favorável; o desenvolvimento da geração eólica e solar, já que a Bahia tende a ser protagonista na geração destas energias renováveis; promoção de concessões em sua infraestrutura; e trabalho contínuo no adensamento das cadeias industriais existentes, como a Petroquímica, têxtil-algodão e alimentos-laticínios. por Estela Marques

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