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Atraso no pagamento expõe relação difícil entre diretoria e elenco do Timão

A três rodadas do fim do Campeonato Brasileiro, o Corinthians tem mais um problema para superar e ainda tentar ficar com uma vaga na Taça Libertadores de 2017. Além da crise administrativa em virtude dos problemas que envolvem a construção da arena, agora é a vez dos jogadores mostrarem certo descontentamento com a diretoria. 
Uma das reclamações acontece em virtude de a direção não ter dado qualquer explicação imediata pelo atraso no pagamento dos salários de outubro. Em entrevista coletiva na sexta-feira, o lateral-direito Fagner, um dos líderes do elenco, revelou que só teve uma posição depois de enviar uma mensagem ao gerente de futebol Alessandro Nunes
O Corinthians divide o pagamento de atletas e funcionários em duas partes, sempre nos dias 5 e 20 de cada mês. Ou seja, o clube terá de depositar a segunda parcela do montante nesta segunda-feira. Também está programado o acerto da primeira parcela do 13º. Até o momento, a direção não se manifestou se terá dinheiro em caixa. 
Depois da reclamação dos jogadores, o presidente Roberto de Andrade esteve no CT Joaquim Grava no sábado pela manhã para dar uma posição ao grupo. A explicação é de que o clube teve um "descompasso no fluxo de caixa do clube" por causa do não recebimento de alguns créditos previstos para o início de novembro. 
Mas a bronca dos atletas não se limita apenas ao dinheiro. As principais lideranças cobram que os dirigentes do departamento de futebol estejam mais próximos do grupo de jogadores. Eles entendem que a ausência dos diretores no dia a dia colaborou para que a equipe não se firmasse na temporada. Hoje, apenas o gerente de futebol Alessandro Nunes vai ao CT diariamente.
Alguns fatos chegaram a virar até motivo de brincadeiras entre o elenco. Um deles eram os constantes atrasos do volante Willians aos treinamentos. O jogador não recebeu qualquer punição pelas falhas e só acabou afastado depois de um vídeo que circula nas redes sociais mostrar o atleta batendo boca com um torcedor na porta do CT Joaquim Grava.
O presidente Roberto de Andrade vem sendo pressionado por opositores a mexer no departamento de futebol para 2017. A entrada de Flávio Adauto como diretor de futebol após o pedido de desligamento de Eduardo Ferreira não resolveu o problema. Caso o Timão não consiga uma vaga na Libertadores do próximo ano, a cobrança tende a aumentar.

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