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CBF participa de testes de árbitro de vídeo na Suíça e quer início em 2017


O projeto do árbitro de vídeo, criado pela CBF e incorporado pelo International Football Association Board (IFAB), passou por mais uma bateria de testes práticos, entre os dias 26 e 28 deste mês, em Zurique, na Suíça. O diretor da Escola Nacional de Árbitros de Futebol (ENAF), Manoel Serapião, foi o representante da CBF no workshop.
Além de Serapião, participaram das atividades 34 representantes da FIFA, do IFAB e dos países que já manifestaram interesse na aplicação do árbitro de vídeo: Austrália, Bélgica, França, Alemanha, Itália, México, Holanda, Portugal, Qatar e Estados Unidos.


Foram feitos exercícios dentro e fora de campo, simulando o funcionamento do árbitro de vídeo. Os testes foram feitos com Sandro Schärer, árbitro local da FIFA, e os árbitros suíços Jonas Erni e Bekim Zogaj.
Atualmente, há uma discussão mundial sobre qual modelo será aplicado. No projeto da CBF, o árbitro de vídeo fica em uma cabine, no estádio, e tem acesso às imagens (disponibilizadas, rapidamente, por um editor) para auxiliar o árbitro principal em quatro situações fundamentais.
– Nossa prioridade é reduzir os equívocos e manter a dinâmica do futebol, algo que faz parte da nossa cultura. O árbitro de vídeo atuaria em lances de erros claros nos casos de gol, pênalti, cartão vermelho e identificação de jogadores – explicou o coordenador do Projeto de Desenvolvimento e Implementação do Árbitro de Vídeo, Sérgio Corrêa, que trabalha para viabilizar os testes no Brasil.
O grupo reunido em Zurique discutiu os procedimentos de implementação e configurações de tecnologia do projeto, incluindo a logística no estádio. O IFAB decidiu realizar novos estudos para ter uma análise científica independente sobre a influência do árbitro de vídeo nos resultados de arbitragem e os efeitos na dinâmica do jogo.
– Nós entendemos que os lances de interpretação não deveriam fazer parte do protocolo, pois o jogo teria que parar para o próprio árbitro principal examinar as imagens. É algo usado em outros esportes, mas acreditamos que não seja o método mais adequado para a cultura do futebol – afirmou Serapião.
O IFAB, órgão responsável pelas Leis do Futebol, supervisionará cada novo teste, com o apoio do Departamento de Inovação Tecnológica do Futebol da FIFA.
A CBF criou o projeto pioneiro e testou o árbitro de vídeo de maneira offline (sem comunicação com árbitro), na final do Campeonato Carioca deste ano. A entidade já manifestou o interesse de utilização na Série A do Brasileirão 2017, mas precisa da autorização do IFAB.
A decisão sobre a introdução definitiva do árbitro de vídeo nas regras do futebol pode ser tomada até 2019, mas o uso autorizado em competições específicas, apontadas pelo IFAB, deve ocorrer antes desse prazo.

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